O negativismo é algo que pode atrapalhar (e atrapalha) muito a vida das pessoas. Mas como saber se você está sendo “negativa”? Saiba mais nesse texto.

Muitas vezes, sem nem mesmo perceber, pensamos, falamos e agimos sob uma tendência negativista. Ficamos presos em percepções hábitos mentais, ou até mesmo crenças, que atrapalham nossas vidas. 

Segundo o dicionário Michaelis Online (michaelis.uol.com.br), o negativismo é:

  1. Estado patológico que leva a pessoa a fazer, sistematicamente, o contrário do que lhe é exteriormente solicitado;
  2. Espírito de negação sistemática;
  3. Tendência a considerar apenas o lado ruim das coisas.

Para diminuir a influência do negativismo, precisamos estar atentos, notando quando estamos diante desse padrão.

Mas vamos pensar: quais atitudes e tipos de falas são próprias do negativismo? 

Vamos tentar identificar esses padrões  e perceber as razões pelas quais eles nos fazem mal:

Reclamar

O sabão em pó que já não lava mais como antigamente, a internet que está demorando dez segundos a mais do que o normal, o calor em demasia ou a chuva que não para mais. Reclamamos de tudo.

Geralmente, a maioria das coisas para as quais reclamamos não estão ao nosso alcance mudar. E geralmente, reclamamos a pessoas que nada tem a ver com os objetos da nossa reclamação. 

Reclamar é apenas a ruminação de um problema do qual a solução está distante. É ficar repetindo o problema, batendo naquela tecla várias e várias vezes.

Ficar rememorando e repetindo o assunto, certamente, não mudará a situação ruim. 

Ou talvez sua situação realmente mude. Mas para pior: de alguém até então com o humor razoável, você fica um tantinho mais amargo(a).

E, depois disso, sua percepção para as coisas negativas é aguçada, fazendo com que você entre num looping de negativismo. E os malefícios vão além.

Will Bowen, autor do livro “Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas” traz um ponto de vista bastante interessante sobre o ato de reclamar.

Ele fala sobre o quão relevante isso pode representar para nosso estado de espírito e para nossa vida:

“Reclamar é falar de coisas que você não quer, em vez de falar daquilo que você quer. Quando nos queixamos, usamos as palavras para nos concentrarmos no que não é como gostaríamos. Nossos pensamentos criam nossa vida, e nossas palavras revelam o que pensamos”.

Julgamentos

Quando você se desgasta percebendo coisas no outro pelas quais não se agrada, isso fala mais sobre você do que sobre o outro. 

Desde coisas simples, como o gosto para uma roupa, até as mais complexas, como o tom da voz que alguém se expressa, só dizem respeito a quem usa ou a quem fala. 

No momento em que, além de “achar” algo sobre alguém, você está invadindo o espaço do outro, sendo invasivo e colocando a sua régua para medir o outro.

Nos colocamos numa posição de pensar que nosso modo de ver o mundo é melhor do que o do outro.

Assim, julgar faz mal a você porque reforça que você não sabe lidar com o diferente, que é inflexível e que lhe falta empatia e aceitação do outro.

Essa rigidez mental te desconecta das outras pessoas, e gera sentimentos internos desconfortáveis como tristeza e raiva.

Ansiedade e pensamento no que pode dar errado

Ansiedade e negativismo andam lado a lado.

E se isoladamente eles já são incômodos, juntos eles podem causar, inclusive, sintomas físicos bastante fortes: dores na barriga, de cabeça, sensação de sufocamento, suor frio, pânico, dentre outros.

O fato é que ninguém sabe como será o futuro. A ansiedade – quando a gente fica pensando e imaginando o que virá – por si só é algo que nos faz mal.

É bem diferente de “planejar”, quando se traça caminhos visando realizar metas e objetivos.

Acreditar que uma situação que está por vir terá um resultado ruim une a ansiedade com o negativismo. A gente pode fazer planos, mas é necessário lembrar que não há como ter o controle absoluto de tudo.

Por mais que algo não saia da maneira a qual se gostaria, é necessário olhar o lado positivo da situação. 

Transformar pensamentos e ações é um processo, não vai acontecer rapidamente.

Primeiro, o processo requer que você se perceba – identifique seus pensamentos e sua maneira de reagir ao que acontece. 

Mas a mudança é algo que vale a pena buscar. E uma dica para essa visão sob outro ângulo é buscar autoconhecimento!

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